← 

MAVRA
Shibari, chain aerial e corpo ritual: presença, peso e suspensão como linguagem.
Bio
/ 01MAVRA, pseudônimo de Luiza Jesus do Prado usado em trabalhos selecionados baseados no corpo, desenvolve uma prática performativa que articula absurdismo, BDSM, ritual e a hipérbole dos estereótipos sexuais como dispositivos de investigação da memória.
O absurdismo opera como método de fratura narrativa, interrompendo lógicas lineares e expondo fissuras na construção histórica da identidade. Ao encenar situações de deslocamento e colapso simbólico, suas performances ativam camadas reprimidas da memória individual e coletiva.
O BDSM é mobilizado como alegoria do teatro social, em que poder, submissão e desejo são encenados como papéis codificados. Ao deslocar esses signos para o espaço da performance, a artista evidencia sua dimensão coreográfica e socialmente construída.
Ela também emprega a amplificação radical de estereótipos da sexualidade, operando pela saturação e distorção desses códigos. Ao exagerar signos da feminilidade erotizada, expõe sua natureza construída e performativa, revelando a memória cultural que sustenta os imaginários de gênero. Influenciada pelo butoh e atravessada pela figura do matuto, sua prática invoca um corpo rural, arcaico, deslocado dos centros hegemônicos — um corpo que carrega memórias territoriais e ancestrais, articulando precariedade, espiritualidade e morte como processos contínuos de transformação.
Suas performances assumem caráter ritual, tratando o corpo como código simbólico e organismo liminar. A corporeidade emerge como território animalístico e agênero, anterior a categorias fixas de identidade: o corpo opera como linguagem primária, instintiva, pré-verbal e mnemônica, onde a memória não é apenas lembrança, mas inscrição física e transmissão sensorial.
- Atuação
- Performer
- Categoria
- Arte
- Base
- Brasil
- Project atual
- Limiar — Em cartaz
Links
/ 02Galeria
/ 03


Imagens provisórias — galeria em atualização
Video reel
/ 04